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A Santa Sé Publicou....

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Santa Sé publicou uma “Instrução” orientando os formadores dos seminários sobre alguns critérios de acesso aos ministérios eclesiais no que diz respeito às pessoas homossexuais. O documento inicia recordando alguns pontos da moral católica sobre o homossexualismo. Distingue entre atos homossexuais e tendências homossexuais arraigadas. Os atos são pecados pessoais porque ferem a ordem moral de maneira grave. As tendências, apesar de se constituírem em desordens morais, não implicam em culpabilidade pessoal pois não expressam necessariamente decisão da vontade subjetiva. E a dignidade da pessoa humana está acima de tendências sexuais. Por isto o documento não aprova, nem é conivente com qualquer forma de preconceito ou discriminação às pessoas homossexuais. Por outro lado, o documento afirma que a vocação ao ministério eclesial não é um direito da pessoa mas um chamamento de Deus comprovado objetivamente pela aceitação da Igreja através do discernimento vocacional pela comunidade dos formadores. 

A experiência comprova que as tendências homossexuais arraigadas e não superadas são de fato um obstáculo intransponível para o celibato clerical e uma vivência serena e equilibrada do ministério. São impulsos muito fortes que quase sempre lançam o indivíduo numa espiral de tortura interior e distúrbios profundos de comportamento. Os danos são graves para a pessoa e para a comunidade cristã. No entanto, a oportunidade de um documento deste tipo, neste momento, pode ser explicada por duas razões. A primeira é a constatação da profunda revolução dos costumes a partir da década de 60, incluindo a facilitação dos métodos contraceptivos, aliada a uma cultura permissiva e hedonista. Se a isto acrescentamos a coincidência do fechamento dos seminários menores, temos um caldo propício para uma situação de desorientação e de indisciplina na própria instituição eclesial que sempre sofre os impactos do mundo no qual ela está inserida. 

O ingresso nos seminários atualmente se dá a partir dos 20 anos de idade quando a personalidade já está constituída. Por isto faz-se necessária uma vigilância maior na seleção dos candidatos. A segunda razão é a de que o documento apresenta um avanço considerável em relação ao passado. A orientação até agora era tão estreita e moralista que produzia efeitos contrários aos pretendidos. Agora, nesta nova orientação, confia-se aos formadores o discernimento sobre possíveis tendências homossexuais, expressões de situações transitórias. Neste sentido, o documento é misericordioso e aberto à possibilidade da aceitação de pessoas capazes de, comprovadamente, superarem tais situações. Por fim, o documento mostra a necessidade de se compreender a preparação ao ministério dentro de uma visão ampla da pessoa vocacionada: sua dimensão humana, espiritual, intelectual e pastoral.

 

Padre José Cândido da Silva 

Pároco da Igreja São Sebastião - Barro Preto


 

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