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Eu sou a Ressurreição e a Vida

Eu sou a Ressurreição e a Vida


O versículo central do Evangelho que poderá ser lido neste domingo, dia 02 de novembro, dia de finados é: “Eu sou a ressurreição e a vida (11,52)”. Jesus não promete dar a ressurreição. Ele é a ressurreição. Ele é, em si mesmo, a causa de nossa fé, a meta de nossa esperança. O milagre da ressurreição de Lázaro ultrapassa o fato em si e, até mesmo, a função normal de todo milagre que é a de confirmar a missão messiânica de Cristo. A revificação de Lázaro explicada e iluminada pelas palavras de Jesus quer tornar visível o mistério imortal do Deus feito homem. O milagre não significa que Jesus quer simplesmente devolver a vida terrena a um morto. Jesus não veio para impedir a morte corporal. Mas ele demonstra poderosamente que ele quer e pode dar uma outra vida aos que são amados por Ele. Uma vida, uma existência plena e eterna com Deus que a ressurreição de Lázaro não realizou, mas somente sinalizou. As palavras de Jesus apontam claramente o verdadeiro significado do sinal. “Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (11, 25-26). Não adianta nada a nossa admiração a um Lázaro redivivo que posteriormente tornará a morrer, desta vez definitivamente. Jesus vai muito além de alguém dotado de poderes extraordinários para fazer seu amigo reviver. Aqui Jesus se nos revela como o Filho de Deus que tem em si a vida e o poder de no-la dar em plenitude. 

Em Cristo e somente nele repousa nossa esperança de uma vida sem ocaso. A Ele nós entregamos as pessoas que nós amamos e que hoje pranteamos a dor da saudade. Eles vivem em Cristo. Ele que é a Ressurreição e a vida. Não imaginemos, nem busquemos explicações humanas para a vida plena que nos é dada de graça. Não é necessário inquietar o nosso coração com idéias mirabolantes, com representações ilusórias, ou descrições infantis da vida depois da morte. O nosso conforto e a nossa esperança se traduzem numa entrega sem reservas, num colocar nossas vidas e as vidas dos nossos queridos no único que tem palavras de vida eterna. Nós somos por ele amados e por isto a sua vida em nós já começou no meio das vicissitudes da nossa peregrinação terrena. Retiremos a pedra tumular da frieza. Retiremos a pedra tumular de um cristianismo sem Cristo como Salvador. Retiremos a pedra tumular da dúvida e da incerteza. Retiremos a pedra tumular do medo e da insegurança em relação ao nosso futuro. Retiremos a pedra e deixemos Lázaro vir ao encontro de Jesus. Retiremos todos estes obstáculos e a serenidade se estabelecerá soberana sobre a nossa frágil e pobre história. Frágil e pobre mas inundada do eterno que veio habitar em nós.

 

Padre José Cândido da Silva

Pároco da Igreja São Sebastião - Barro Preto


 

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